Patologia Fetal

Avaliação de Perdas Fetais

O menor impacto médico e social das perdas fetais, comparados com a morte de um recém-nascido, faz com que as perdas fetais sejam consideradas de pouca importância.

Por alguns colegas médicos, o aborto espontâneo é considerado um evento “normal”, justificando para o casal simplesmente tentar novamente.

Entretanto, não se pode aceitar que nenhuma investigação mais detalhada seja realizada com a finalidade de identificar possíveis causas. De qualquer forma, “normal” não cabe nestes casos. Embora, podemos afirmar que seja um evento relativamente frequente na população que compromete 10-15% dos casais, muitos não encontram respostas adequadas e permanecem sem o apoio de serviços especializados.

A perda fetal pode produzir tanto sofrimento quanto à morte de um recém-nascido. A autora portuguesa Maria Manuela Pontes (livro Maternidade interrompida, Ed. Agora), em entrevista ao Jornal Estado de SP (24/01/2010), aponta diretamente para este tabu (cito): “tem pessoas que acham besteira sofrer por um bebê que se perde com menos de dois meses de gestação. Acham que é mais grave perder um filho com oito meses, mas para a mulher a dor é a mesma”.

Sabiamente a antropóloga norte-americana Sukie Miller ressalta: “Quando seu marido morre, você fica viúva. Quando sua esposa morre, viúvo. Os filhos que perdem os pais são chamados de órfãos. Mas não temos um nome para o pai ou a mãe que perde um filho". Portanto, este pode ser um dos motivos pelos quais estes casais não encontram uma identificação pelo sofrimento que estão vivenciando. Maria M. Pontes é clara quando afirma: “não se dignifica a dor por um filho que não nasceu”.

Portanto, é fundamental buscar compreender os aspectos psicológicos relacionados com as perdas fetais. A equipe EmbrioConsult tem como objetivo uma abordagem humanizada multiprofissional e especializada das perdas fetais contando com suporte psicológico aos pais, buscando tratar com sensibilidade um assunto que nem sempre recebe a justa importância.

As causas de óbito fetal são complexas, necessitando de exames macro e microscópicos detalhados, associando os achados histopatológicos da placenta, além de correlacioná-los com os antecedentes maternos, história familial e a evolução clínica durante o pré-natal. Com maior frequência o patologista é solicitado para avaliar fetos menores, obrigando o estabelecimento de técnicas apropriadas.

Os avanços em obstetrícia e neonatologia modificaram a epidemiologia da mortalidade perinatal. Técnicas não-invasivas para a avaliação fetal e o aumento do uso da ultra-sonografia no diagnóstico pré-natal de doenças fetais acentuaram a necessidade exames anátomo-patológico detalhados.

Os resultados dos exames clínicos (bioquímico, hormonais, imunológicos) e o exame anátomo-patológico permitem identificar causas e orientar o aconselhamento genético, assim como o futuro reprodutivo do casal. Vários estudos demonstraram que quanto mais abortos espontâneos prévios, tanto maior é o risco na gestação subsequente.

Muito pelo contrário nos casos de perdas fetais há necessidade de um estudo sistematizado para identificação de anormalidades que podem representar um risco futuro. O estudo adequado de um aborto espontâneo (exame dos tecidos fetais) exige um planejamento prévio e equipe especializada.

A grande maioria das perdas fetais precoces ou abortamentos ocorre durante o primeiro trimestre gestacional. Suas causas nem sempre são elucidadas, sendo dificilmente identificáveis. Entre as causas de perdas fetais no primeiro trimestre, a mais frequente é de origem genética, correspondendo, sobretudo a alterações cromossômicas.

As principais causas dos abortos espontâneos são alterações cromossômicas no feto, distúrbios imunológicos, distúrbios hormonais, anormalidades anatômicas, entre outras.

Para encaminhar exames anátomo-patológicos de feto e placenta entrar em contato com a EmbrioConsult no telefone 55(11) 2244.9100 ou 55(11) 2114.6117.

Fontes:
Opitz JM – Tópicos recentes de Genética Clínica. São Paulo, SBG, 1983, pp.38-64.

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